Fronteiras Móveis (2008)

 

foto: Edson Kumasaka

 

 “(…) Uma pessoa que tenha interiorizado uma visão de mundo
que inclua a insegurança e a vulnerabilidade
recorrerá rotineiramente, mesmo na ausência de ameaça genuína,
às reações adequadas a um encontro imediato com o perigo;
o “medo derivado” adquire a capacidade da autopropulsão.”
Zygmunt Bauman, Medo Líquido

Fronteiras Móveis discute incerteza, medo e vulnerabilidade sob a perspectiva do corpo. Neste trabalho, o Núcleo Artérias investigou dispositivos de conexão que geram oposições e tensões entre os performers provocando sucessivas instabilidades em seus corpos. A partir da interferência de câmeras instaladas no palco, imagens em vídeo são captadas e manipuladas em tempo real. Estas imagens vigiam e expandem o espaço da cena criando ao mesmo tempo novos problemas e desestabilizações para os performers. Tendo como suporte teórico o livro Medo líquido, do sociólogo Zygmunt Bauman, Fronteiras Móveis é a segunda parte da Trilogia Líquida do Núcleo Artérias.

Ficha técnica:
Concepção/ Direção: Adriana Grechi
Criação/ Performance: Juliana Ferreira, Larissa Ballarotti e Nina Giovelli
Videocriação/ Performance: Rodrigo Gontijo / André Costa Menezes
Trilha Sonora: Dudu Tsuda
Som/ Montagem de palco: Rogério Salatini
Iluminação: André Boll
Preparação corporal: Lívia Seixas, Key Sawao, Ricardo Iazzetta e Adriana Grechi
Fotografia: Edson Kumasaka
Design gráfico: Fernando Bergamini
Blog: Rogério Salatini e Guilherme Elias
Produção Executiva: Amaury Cacciacarro Filho
Participaram da primeira versão: Karina Ka, Lua Tatit, Tatiana Melitello

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